terça-feira, 29 de maio de 2012

Escalada da via K2 no Corcovado - RJ...


Escalada da via K2 no Corcovado-RJ
Duração: 4 horas
Extensão: aproximadamente 200 metros
Grau: 4° sup
Integrantes: Pablo, Nereida, Flávio Daflon e Alexandre Manzan

Após ter escalado a Via Curinga, no Pão de Açúcar, no mês passado, fiquei de retornar ao Rio para escalar uma via no Corcovado. Com pouca experiência em paredes, fiquei facinado com a primeira escalada.
Virando duas noites nos sites das companhias aéreas, consegui comprar uma passagem com bom preço e logo embarquei para minha segunda parede. Para esta escalada, tive a companhia do Pablo, Nereida e Flávio Daflon, estes dois últimos do Rio.

Iniciamos a escalada às 14hs30min. A ascenção foi realizada em cinco cordadas, o que permitiu que o Flávio ficasse de olho nos procedimentos e pudesse passar algumas dicas durante a subida. A cada cordada, de aproximadamnete 35 metros, me sentia mais confiante com os movimentos e entaladas na rocha. 
Por volta das 18:00hs estávamos quase no cume, faltando apenas a última cordada. Como escalamos em uma data próxima ao inverno, um gélido vento nos incomodou um pouco no cair da tarde.
Após quase 4 horas de escalada, alcançamos a mata que dá acesso ao Cristo, por sinal, uma visão indescritível, depois de ficar colado à pedra durante toda a tarde. Chegamos aos pés do Cristo já escuro, com os holofotes o iluminando. Lugar e ocasião perfeitas para a frase clichê: Obrigado "Senhor"!!   

Ab.

Manza.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Travessia Represa Corumbá IV - GO


Represa Corumbá IV, município de Luziânia - GO.
Duração: 2 dias
Distância: 60 km
Integrantes: Bruno Dornelas e Alexandre Manzan.

A região da capital da República ostenta um grande número de obras públicas polêmicas. A beleza faraônica de algumas delas não é capaz de justificar o custo contabilizado em suas conclusões. Um bom exemplo é a bela ponte JK, a qual cruza o Lago Paranoá em um dos pontos mais centrais da cidade. 
Outra obra que foi financiada (em parte) pelos cofres do Governo do Distrito Federal foi a construção da Represa de Corumbá IV, realizada com o intuito de contribuir com o fornecimento de energia elétrica e água potável para o DF.
Contudo, levando-se em conta os frequentes apagões na cidade, até o presente momento, não fomos "agraciados" com uma parcela de energia suficiente para garantir a novela das oito!
Apesar de mais uma polêmica custeada por nossos impostos, fui conferir a grandiosidade da obra a fim de "ticar" mais uma represa remada na região Centro-oeste. 
No dia 28 de abril, saímos de casa cedo, pretendendo começar a remada por volta das 11:00hs, visto que a represa se localiza a 100 quilômetros de Brasília. Com os usuais atropelos de última hora, achamos o local ideal para zarparmos às 12:00hs. 
A ideia era de sair da barragem e atravessar o lago por seu maior curso, terminando a viagem às margens da BR 060, local em que o regate iria nos pegar no outro dia.
Largamos às 12:30hs com um forte calor e zero de brisa, fato que tornou o início da viagem um  martírio. Por volta das 15:00hs, paramos em uma ilha para um rápido lanche e um merecido descanso. 
Continuamos remando por mais uma hora, quando o tempo fechou e ficamos ilhados no meio do temporal, longe da margem e assistindo aterrorizados aos raios que não paravam de cair. Passado o susto, remamos até acharmos um local ideal para o acampamento. 

O domingo amanheceu coberto por uma forte neblina, mas, por volta das 10:00hs, com os equipos organizados no caiaque, zarpamos com o sol à pino. No meio do dia, paramos na margem de um condomínio, onde tomamos uma coca gelada e tivemos a triste notícia que um caseiro da região havia sido pego por um dos raios da tempestade do dia anterior e não havia resistido. 
Depois de digerírmos a notícia, seguimos viagem em direção ao nosso destino. Às 15:30hs, aportamos no ponto exato em que havia planejado para sermos regatados. Tentei um contato com o "Seu Dagô" por telefone e, para nossa surpresa, ele estava a poucos quilômetros de onde estávamos. Com a cabeça feita, retornamos para a "Babilônia" a fim de darmos continuidade em nossas vidas e planejarmos a próxima, com certeza!

Ab.

Manza.                           


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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Rio 40º...

Rio de Janeiro, 21 de abril de 2012.

 
Minhas passagens pelo Rio sempre foram rápidas, estando focado apenas nas competições de que participei na cidade maravilhosa. Sempre admirei o potencial para os esportes ao ar livre que a cidade tem. Com minha humilde experiência em escalada em rocha, destinei um fim de semana para escalar o Pão de Açúcar e andar sem rumo para ver a moda nas esquinas do Rio. 
Para a escalada, tive a companhia do Vitor, um chileno enraizado na cidade por conta da praticidade e disponibilidade de vias de escalada. 
No dia do aniversário de Brasília, sem ter muito o que comemorar na cidade, encarei a via Coringa (3º IV), no Pão de Açúcar, cartão postal do Rio. 


A Coringa tem 100 metros escalados em três enfiadas, uma delas bastante vertical. Apesar de não ser uma via muito técnica, é considerada a via mais bonita do Pão de Açúcar nesta graduação. Ela se localiza em um ponto de beleza ímpar, de onde se vê apenas paredes verticais, floresta e a Bahia de Guanabara.  Como minha experiência de escalada se resumia apenas em boulderes e pequenas paredes na região de Pirenópolis-GO, estranhei um pouco as pequenas e abauladas agarras presentes nos morros do Rio de Janeiro. Pude ver que os movimentos de perna contam bastante no Rio.


A cada cordada (30 metros) sentia mais a grandiosidade da paisagem. Após o trecho de escalada, pegamos um trecho de costão para chegarmos ao último trecho de escalada antes do cume do Pão de Açúcar. Lá em cima, a recompensa é dada por meio da vista absurda que se tem da cidade e da descida gratuita no bondinho! 
Chegando lá em baixo, na Praia Vermelha, aproveitei o fim de tarde para correr dalí até Ipanema, local em que me hospedei no Rio. 

Fora a vivência que tive com a escalada, me surpreendi com a sensação de segurança que constatei andando pelas ruas do Rio. Fato que já não sinto mais em Brasília, infelizmente. Voltei para casa com data marcada para retornar ao Rio e tentar uma via no Corcovado.
Assim, além de treinar um pouco mais minha escalada, degustarei a paisagem do Rio de outro ângulo!  














Ab.
  
Manza.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Salkantay - Machu Picchu (Peru)

Duração: 3 dias
Distância: 50 km
Integrantes: Manzan, Pablo e Rafael.
Local: Cordilheira dos Andes - Machu Picchu (Peru)
Conheci a dupla Pablo e Rafael há alguns anos, quando passei algumas planilhas de treino para os dois. Há alguns meses, encontrei o Rafael em um aniversário, oportunidade em que ele me disse que estava morando em Rio Branco-AC. Soubera que uma estrada ligando o Brasil à costa do Pacífico, passando por Cuzco, havia sido recém inaugurada. Por conta de minha costumeira inquietude, não aguentei e programamos, na mesma hora, esta viagem.
A ideia era eu e o Pablo pegarmos um voo para Rio Branco, encontrar com o Rafael nos esperando com seu "possante" e seguirmos de carro rumo a Cuzco, distante 1000 km dali, e, chegando lá, fazermos a trilha do Cerro Salkantay (50 km), a qual sai da vila de Mollepata e chega na cidade de Aguas Calientes, aos pés de Machu Picchu.
Dispúnhamos de uma semana para realizar todo o projeto (ida e volta), e se eu disser que zeramos tudo "no relógio", não estaria mentindo.
Ao chegar em Cuzco, ficamos um dia organizando os últimos detalhes e aproveitamos para nos aclimatar. No dia planejado, um taxi nos deixou no início da trilha. Saímos de 3850 metros e pretendíamos atravessar o ponto de maior altitude do trekking (4700m) para, então, acamparmos a 4000 metros, já descendo rumo ao vale principal que dá acesso a Aguas Calientes.
A noite não foi muito fria (5°C), mas com uma chuva fina que deixou o amanhecer bem fechado. Contudo, com seus primeiros raios, o sol aqueceu o ambiente e dissipou as nuvens, permitindo que desfrutássemos do vale em que havíamos acampado, sem tê-lo visto na noite anterior.
Devido aos efeitos da altitude, não nos foi possível percorrer grande distância no dia anterior: apenas 12 km com uma subida interminável! Ainda assim, não sentimos muito a altitude. O Rafael e o Pablo sentiram apenas um pouco de dor de cabeça ao dormir.
No segundo dia, à medida em que perdíamos altitude, ganhávamos calor, umidade e muita vegetação. Caminhamos o dia todo ao lado de um rio que se tornava mais caudaloso à medida em que recebia mais água de seus tributários.
Impressionante mesmo foi passar por diversos desmoronamentos nas encostas dos morros encharcados devido às chuvas na região.
Ao chegarmos em nosso ponto planejado para o segundo pernoite, uma desanimadora chuva caía sem dar tréguas. É dureza montar uma barraca com tudo molhado. Por sorte, estávamos em um vilarejo em que havia uma espécie de mercearia aberta. Decidimos esperar a chuva passar tomando a tão sonhada Coca-Cola! Conversando com a dona da mercearia, Sra. Timótea, indaguei se não poderíamos dormir no chão de sua "empresa", pois estávamos bem cansados e molhados para sair e montar acampamento.
Com um belo sorriso peruano no rosto, a Sra. Timótea não só emitiu o passe livre para nosso aposento, como nos ofertou uma maravilhosa salada de tomate com abacate!
Após uma ótima noite de descanso, cruzamos uma montanha para chegar à estação em que pegaríamos o trem para Aguas Calientes. No ponto mais alto desta montanha (3880 metros), avistamos pela primeira vez a cidade histórica de Machu Picchu. Apesar da distância, foi impressionante observar a arquitetura Inca daquele ângulo. Dali para frente, tínhamos apenas que descer até 1900 metros para finalizar o trekking. O problema é que descer, depois de três dias na montanha, se torna bem mais complicado que subir!
Com a sensação de ter feito um Ironman, completamos o trajeto de 45 km exatamente dentro do tempo planejado.
No dia seguinte, saímos de ônibus de Aguas Calientes a fim de conhecermos Machu Picchu.
Não imaginava a grandiosidade daquele lugar. É de tirar o fôlego a arquitetura e a perspicácia dos Incas. Só vendo para tirar conclusões. Ao final da visita à cidade de Machu Picchu, havia a possibilidade de subir a montanha Machu Picchu (3150 metros), que fica do lado oposto ao Wayna Picchu. De lá, se tem uma vista privilegiada de toda cadeia de montanha que circunda o centro da civilização Inca.
Pretendia subir devagar a infinita seção de degraus, com 1,8 km de extensão, que leva ao cume desta montanha, mas quando um guia me falou que os locais subiam em 30 minutos, não consegui me manter inerte. Minha competitividade aflorou de imediato. Tinha que saber em quanto tempo eu poderia subir. Larguei a mochila, tomei dois goles d'água, peguei a máquina de fotos e zerei o cronômetro!
Após 22'54" dava meu último passo no cume. Pronto. Agora a viajem estava completa!


Agradecimentos:
D´Stak Academia
IBITI equipamentos

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